sábado, 7 de fevereiro de 2015

Possessão II

Que fique claro para quem ainda não entendeu: Não é possuir você; é possuir seu sorriso, seu tempo, seus abraços. Seu perfume e olhos escuros. Seus beijos, seu carinho e preguicinha numa segunda de manhã. Sei que isso só eu possuo. É meu orgulho e meu consolo.
Seus amigos também te possuem, verdade seja dita. Sua família. E todos aqueles (como já esclarecido) que você permitir. 
Por isso, sou sincera em admitir: sou ciumenta, mas sou racional. E comigo a razão sempre vai ganhar. 
Meu amor! Quero mais é te ver feliz! Não preciso de você fisicamente pra ter seu amor comigo. E é só mais um diazinho. O que é um dia perto de uma vida? 
Divirta-se!
Você será [também] meu pelos próximos 80 anos. 

Possessão

Até onde vai nosso direito de "possuir" alguém? Até onde ela permitir, acredito. Forte,  você acha? Enquanto ela disser que é sua, assim será. 
Sou um pouco mais que ligeiramente possessiva. Nada obsessivo. Porém não encontrei o correto advérbio, não me entenda mal. 
Continuo sendo lógica e sensata. É o que me salva - e todos ao meu redor. Mas tenho consciência de que as pessoas tinham uma vida antes de mim, assim como eu tinha uma vida antes delas. E qualquer maneira de tentar modificar a ordem natural das coisas pode gerar uma catástrofe; como uma pedrinha fora do lugar numa viagem no tempo. 
Eu, não. Não serei a causadora de tal feito. Respeito. Não sou marinheira de primeira viagem; e nem você. 
Se tem algo que eu amo em ti é tudo que tu és. E tudo só é tudo quando te permito voltar às raízes. Ao que te tornou da maneira que tanto amo. 
Possessiva, sim. Não maluca. Me controlo. (Esforço). 
Meu brinquedo? Empresto! Mas fico de olho. E cobro devolução. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Meu lugar

Hoje as palavras me atingiram antes mesmo do chuveiro. Estão ganhando força novamente. Mérito de quem? Meu? Delas? Talvez seja dele, minha inspiração. 
Fiquei mais uma vez - e, talvez, a mais forte de todas - entre a razão e a emoção. Minha cabeça me mandando ir e [o dono do] meu coração me olhando nos olhos e pedindo pra ficar. Não foi fácil. Entrei ali me sentindo uma estranha, estrangeira, num lugar que em menos de um mês já me senti em casa, achando que era tudo meu. Tinha na cabeça um mapa de lugares, um álbum de rostos. E agora só de pensar em ter de fazer tudo isso novamente... outro lugar, outras pessoas. Escolher recomeçar. Optar por não te ver todos os dias. Haja força de vontade. 
Mas se tem uma coisa que eu me obrigo mesmo a ser é racional. Fria. Calculista. Porque todas as vezes que fui pela emoção, escorreguei na casca de banana, caí pra trás e fiquei pensando "como foi que o mundo todo girou assim e eu não estou entendendo mais nada?". Então, dessa vez, não. Essa decisão é muito maior que qualquer outra. Minha carreira - que ainda nem existe - é o que está em jogo. E eu sei que nosso amor será muito maior e mais forte que esse tipo de "separação". Não é conosco que me preocupo. É com o meu futuro. 
Sinto que nem era pra eu ter estado ali, ano passado. Meu lugar nunca foi aquele, entende? Não. Eu sei. Nem eu entendo direito. No entanto, ao analisar meus planos, o que vivi ali naquele semestre não deveria ter acontecido. Era totalmente fora de mão. Foi extremamente afobado. Tentando contornar a ideia [cabecinha, diga-se de passagem], de que era obrigação minha concluir a escola e ingressar numa faculdade. Graças a Deus - e ao meu intercâmbio! - que mudei essas ideias. Agora me sinto mais livre; mais madura. Mais capaz de ver que podemos sim errar e tentar duas vezes (três, quatro...) até encontrarmos nosso lugar. 
E talvez, só talvez, quem decidiu mesmo que eu deveria ter feito esses loucos e precoces seis meses de faculdade, não tenha sido eu, ou ninguém. Talvez tenha sido algo maior. Destino, por exemplo. E eu agradeço a ele todos os dias. Por que de que outra maneira ele teria me levado até você?